domingo, 11 de maio de 2008

O “JESUS” QUE JESUS NÃO CONHECE!



Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem,

mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho.

O ardil é simples:

A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].

Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.

Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.

Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!

Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].

E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.

Assim, vão se enganando enquanto enganam!

O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!

O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!

Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!

Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!

Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.

Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.

Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!

Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!

O que esperar como bem para tal povo?

Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.

Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!



Nele, que não é quem dizem que Ele é,



Caio

09/05/08
Lago Norte
Brasília


*extraido do site http://www.caiofabio.com/

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A parábola da Bola



Os dez homens importantes sentados ao redor da bola discutiam acaloradamente:– A bola é grená, disse um.– Claro que não, a bola é bordô, retrucou outro em tom raivoso.Todos estavam fascinados pela beleza da bola e tentavam discernir a cor da bola. Cada um apresentava seu argumento tentando convencer os demais, acreditando que sabia qual era a cor da bola. A bola, no centro da sala, calada sob um raio de sol que entrava pela janela, enchia a sala de uma luminosidade agradável que deixava o ambiente ainda mais aconchegante, exceto para aqueles dez homens importantes, que se ocupavam em defender seus pontos de vista.– Você é cego?, ecoou pela sala gerando um silêncio que parecia ter sido combinado entre os outros nove homens importantes. Era até engraçado de observar a discussão – na verdade era trágico, mas parecia cômico. Todos os dez homens importantes usavam óculos escuros, cada um com uma lente diferente. Talvez por causa dos óculos pesados que usavam, um deles gritou “você é cego?”, pois pareciam mesmo cegos.Depois do susto, a discussão recomeçou. O sujeito que acreditava que a bola era cor de vinho debatia com o que enxergava a bola alaranjada, mas um não ouvia o que o outro dizia, pois cada um usava o tempo em que o outro estava falando para pensar em novos argumentos para justificar sua verdade. Aos poucos, a discussão deixou de ser a respeito da cor da bola, e passou a ser uma troca de opiniões e afirmações contundentes a respeito das supostas cores da bola. A partir de um determinado momento que ninguém saberia dizer ao certo quando, os dez homens tiraram os olhos da bola e passaram a refutar uns ao outros. Em vez de sugestões do tipo: – A bola é vermelha, todos se precipitavam em listar razões porque a bola não era grená, nem cor de vinho, nem mesmo alaranjada.De repente, alguém gritou: – Ei pessoal, onde está a bola? Todos pararam de falar – estavam todos falando ao mesmo tempo, e foi então que perceberam um alarido parecido com aquelas gargalhadas gostosas que as crianças dão quando sentem cócegas. Correram para a janela e viram uma criançada brincando com a bola, que parecia feliz sendo jogada de mão em mão. Ficaram enfurecidos com tamanho desrespeito com a bola. Ficaram também muito contrariados com a bola, que parecia tão feliz, mas não tiveram coragem de admitir, afinal, a bola, era a bola.Lá fora, sem dar a mínima para os dez homens importantes, estavam as crianças brincando e se divertindo a valer com a bola que os dez homens importantes pensavam que era deles. E nenhuma das crianças sabia qual era a cor da bola.



(autoria de Ed René Kivitz)


quinta-feira, 10 de abril de 2008

TIRARAM MEU CHÃO



Apenas um conto que exige coragem pra contar.Amanheceu. Eu continuava sentindo a estranha sensação que me perturbou por horas e horas naquela madrugada, a mesma sensação que me impediu de dormir. Havia algo de estranho no quarto, não conhecia aqueles cheiros, meu colchão não era tão duro assim, minha roupa não era aquela, meu despertador não tocou, e mesmo se tivesse tocado apenas seria testemunha da minha noite de insônia Foi a estranheza que me tirou o sono e que por vezes me fez duvidar se estava dormindo ou acordado. O galo cantou! Galo? Estou acostumado ao canto estridente das buzinas, ao barulho da cidade grande logo cedinho e não ao cantar dos galos. Ao me levantar da cama percebo um chão de terra batida, minha mente e meus pés não reconheciam tal chão. Chão é coisa que não se nota. O chão da gente é valorosamente imperceptível, a gente se acostuma tanto com o chão que pisa que já não o nota, até que pisamos em outro chão e vem na mente a frase de quem perdeu a preciosa segurança de ter um chão pra pisar –“ tiraram meu chão “. Agora eu tinha essa sensação de chão tirado, estava num mundo, numa casa que não era minha, pisando num chão que não era o meu e, para piorar tudo, não me lembrava de ter viajado pra lugar algum. “Tiraram meu chão”, era a frase que gritava alto dentro de mim.Ao caminhar pela casa percebi que a simplicidade dava o tom da decoração daquele ambiente. Móveis de madeira e palha se acomodavam bucolicamente aos cantos do quarto e da pequena sala que ali havia. Quadros pendulavam nas paredes de barro como que fugidos de algum antiquário, uma cabaça cheia d´água me esperava oferecendo-me generosamente o frescor que aliviaria o forte e abafado calor que eu sentia. E o silencio? Nossa, era com se estivesse num vácuo de solidão em meio a uma simplicidade de vida que não conhecia até aquele momento de minha história pessoal. Me acostumei a estar cercado de pessoas, que na maioria das vezes, faziam tudo pra me agradar. Me acostumei ao mármore, perfume da riqueza e me sentia muito feliz por ser assim. Naquele momento, diante de coisas tão simples e de pouco valor, diante do perfume de roça, confesso que me senti estranhamente vazio. Porém o choque maior ainda estava por vir. Dirigi-me a porta do casebre que já estava entreaberta, lá fora tudo parecia ter sido deixado repentinamente. Um pequeno cachorro magrelo deitado sobre as patas dianteiras me acompanha com os olhos. Sede, muita sede, calor, muito calor, solidão, muita solidão. “Tiraram meu chão, essa não é minha terra”. Tudo parecia tão miserável que, agora, me sentia enojado. Ao caminhar por aquele terreno descobria ali uma vila de casas idênticas a que me abrigara, todas vazias. Percebi então que aquele vilarejo estava num platô de uma montanha e que um barranco me oferecia a visão de um belo vale que se estendia ao longo de um pequeno monte onde uma pequena multidão se mantinha assentada. Eles pareciam ouvir alguém palestrando. Foi nessa hora tive a sensação de estar vivendo um dejavu – já tinha visto essa cena. Claro que me aproximei e isso confirmou minha desconfiança. Supunha que aquilo que eu via acontecer diante de meus olhos eu já tinha visto, de fato, com a imaginação alimentada pelos ouvidos. Eu estava diante do monte que testemunharia a maior mensagem de todos os tempos. Obrigado Senhor, que privilégio, poderia testemunhar a tantos sobre a certeza de fé que adquiriria ouvindo em loco a mensagem do Mestre. O que eu sabia é que minha fé seria confirmada e edificada. “Quando voltar para o Brasil vou poder contar pra todos os irmãos que vi e ouvi coisas que testemunham o quanto estamos no caminho certo” . Não poderia ser diferente, já que eu sabia que estávamos vivendo na “geração do avivamento” brasileiro e ,se há um avivamento, pensava, só poderíamos estar fazendo a coisa certa, já que Deus não visitaria gente errada, concluía. Comecei a gostar de estar ali, ainda que sem “meu chão”, mas uma expectativa de crescimento futuro me consolava. Quantos convites pra pregar essa experiência geraria? Isso me fará escrever um best-seler. “Obrigado Deus, não sei se isso é sonho ou realidade, mas creio que estou vivendo uma grande restituição em minha vida. Estou sendo honrado por Ti”, orava eu grato e orgulhoso enquanto me aproximava da multidão sentada sobre o monte. Eles estavam agrupados na ribanceira da montanha, e o Mestre na parte mais baixa, isso me fez ter que dar a volta, passar ao lado dele, atrapalha-lo, já que e todos me olhavam enquanto me achegava. Ai que vergonha. Vergonha maior foi quando ele me olhou – serei fulminado – pensei - vou me prostrar me jogar por terra, tirar minhas sandálias, preciso fazer alguma coisa agora. Isso tudo passou por minha mente tão rapidamente que o maxímo que fiz foi avermelhar diante de um discreto sorriso dele e uma abanar da cabeça que me disse com a eloqüência de um gesto um bem-vindo caloroso. Percebi que por muito pouco minha religiosidade não me faz atuar circensemente. Agora eu estava envergonhado de verdade – “já atuei antes pensando que te impressionava, mas apenas impressionei quem me assistia atuar”. Ah se eu pudesse desaparecer, mas não podia. Isso era só o começo!

Sentei e Ele estava lá de pé. Falava num português nordestino carregado de sotaque que me fez lembrar o porteiro do meu prédio. Como poderia isso estar acontecendo? Jesus no agreste, sem cerimônia alguma? Rindo e chorando. Impossível conceber uma coisa dessas! Eu deveria estar louco, porém uma voz suave falou pessoalmente a mim – “minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem”, estava claro aos meus sentidos que Ele falava a língua do povo, a língua simples que o povo entendia. Meu chão ia se esvaindo, meus paradigmas cristãos se abalaram só com o olhar e o sotaque. O que mais viria? O que mais eu veria?Confesso que naquela hora ouvia a fala Dele sem ouvir o que Ele falava. Me preocupei com Seu sotaque e me esqueci de Sua mensagem. Já estava eu envergonhado de novo. Quantas vezes fiz o que eu acabara de fazer, julguei as pessoas pela fala, pela roupa, pela forma, sem nem atentar para o que elas tinham pra dizer? Eu havia acabado de fazer o mesmo com o Mestre. Agora eu torcia pra que meu chão sumisse de vez!Tudo ali parecia me contradizer. As pessoas chamadas pelo Mestre de bem-aventuradas eram pobres e suadas. Nem de longe carregavam o estereotipo engomado pelo capitalismo que me fazia entender que alguém era prospero ou não. Era gente sofrida de mais para ser chamada de feliz, mas Ele as chamava assim e eu me chocava com a idéia, já que pra mim ser pobre era sinônimo de infelicidade. E Jesus esta ali dizendo aos pobres que eles eram felizes! Eu me encontrava exatamente como eles ali, pobre e suado, e entendi que só por ouvi-lo eu já era feliz. Sua voz me tornava bem-aventurado, uma consolação inenarrável encheu meu coração. Pela primeira vez na vida eu me senti de fato feliz. Pobre, suado, empoeirado e com sede, porém feliz.Tantas coisas Ele dizia e todas eu já sabia, mas agora o peso das palavras Dele me achatava, me abatia. Ali sozinho num chão que não era meu eu O ouço bradar: “ Oh gente! Num se aperreiem com os tesouros dessa vida, vale a pena não. Você ajunta aqui e o ladrão vem e rouba, vem a traça e come, a ferrugem acaba com tudo. O bom é ajuntar tesouro no Céu , lá num tem ladrão, num tem traça e nem ferrugem”. Agora eu tinha que questiona-Lo e quase fiz isso publicamente. Por que num dar aos pobres uma esperança aqui, se eles não têm tesouro nenhum pra acumular mesmo? Por que num despertar a fé deles? Dizer que eles podem ao menos sonhar que serão ricos um dia? Quando eu ia falar, aquela brisa interior soprou de novo – “Se espera nas coisas dessa terra você é o mais miserável dos homens”. Esperança não é ilusão é fé que faz a alegria de esperar existir, eu pude concluir então. Então eu vi que tinha enganado muita gente em nome de Deus, prometendo uma esperança vazia de prosperidade e riquezas que nada, nada, nada valia diante daquele que dizia: “Num tenho nem onde deitar a cabeça” e que, mesmo assim, falava de felicidade com a propriedade de quem sabe o que é ser feliz.- Perdoem os fofoqueiros e falem bem deles. Orem por esses infelizes. Eles não sabem o que é viver em paz.- Os que maltratam vocês, eu digo que vocês devem amar essas também. Porque se vocês fizerem assim, mesmo que continuem apanhando, uma hora eles verão que sua honra é maior que o ódio deles.- Os que não se importam com seu frio e com sua fome, pedem que vocês dêem a eles a pouca roupa que têm e a pouca comida que vos resta, aprendam a compartilhar, porque o Pai cuida de vocês. Ele veste as plantas e alimenta as aves, vocês são mais que plantas e passarinhos, por isso não se avexem. - Primeiro busque o Reino de Deus e sua justiça, todo resto virá pra vocês mais cedo ou mais tarde. Nossa, era tudo real, prático, vívido. Aquelas palavras tinham cheiro de gente e não de sermão dominical. Uma certeza me invadiu – Eu não tinha entendido nada sobre Jesus, mesmo carregando divisas eclesiásticas nos ombros, eu não O conhecia. Conhecia a minha religião, não conhecia a Cristo. Eu estava envergonhado, mas encontrava nisso um sentido gracioso, pois Ele me deixou vê-Lo.Seu olhar me toca agora como quem diz: Viu como você não via?Quando o despertador tocou, eu acordei assustado. As buzinas já se faziam ouvir e a cidade já havia despertado pra mais um dia de sons e cores berrantes. Agora eu estava de volta ao pesadelo real da minha vida confortável. Havia sonhado um sonho bom, lembrava de tudo e, mais ainda, das vergonhas que senti. Não teria apartir de agora o direito de continuar sendo o que eu era até a noite passada. Conheci outros valores, fui olhado por outros olhares, não consigo mais ser um opaco-religioso-urbano. Descobri que não havia avivamento algum, percebi que não era autêntico, que minha fé estava firme nas coisas dessa terra e distante da esperança celestial. Meu Deus quanta miséria a minha.Agora os afazeres me impedem de continuar confessando e compartilhando, meu terno me aguarda engomado, meu perfume me chama, meu sermão esta pronto desde anteontem e minha igreja precisa de mim assim forte, corajoso e rico. Isso lhes dá uma sensação de poder e segurança. Obrigado gente, mas um povo avivado me espera. Preciso esquecer a vergonha e seguir triunfando. Fico sem chão, mas não posso perder a pose. Bom dia...Assim termina o sonho e o pesadelo começa. A Rocha Eterna, nosso chão, não muda e não negocia a Verdade.


*texto extraido do blog : menteiluminada.blogspot.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Jesuses!?!?!??




Amigos queridos, prestem atenção, por favor:

Ou JESUS se torna logo QUEM Ele é em nós, por nós e para nós;
Ou Ele será cada vez mais O QUE a gente inventar acerca dele.

Porque o nosso "Deus" a gente inventa pra se distrair! E a gente já inventou cada coisa feia, que não beira nem a uma caricatura Dele! - basta folhear as narrativas dos evangelhos que flagraram DEUS CONOSCO e o testemunharam "o Ser igual a Deus... aparecendo em figura humana", Deus em "plena forma", no ápice da Sua revelação acerca de Si mesmo, mostrando a cara... Deus "adulto", Deus completo, inteiro, definitivo, Deus todo, Deus de frente, Deus em carne, Deus à imagem e semelhança de Deus! - O Evangelho!

Entretanto, a Religião Cristão tem um "Deus" a sua imagem e semelhança!
Um "Criador" criado conforme a expressa imagem de seus fabricantes!

Sim, é um "Deus" tão grande tão grande que é do tamanho das nossas ambições, egoísmos, "podres poderes" e oportunismos, juízos, preconceitos, desejos e rivalidades. Daí, "Ele" não ser Ele, sendo somente um mito, uma lenda, um avalista, um fiador, um holograma, uma grife, uma marca-de-marca, um pacote, um kit, um mix, uma fórmula, um método, um amuleto e a evocação de um ente supostamente maior que nós e que nossas ações, mas que não passa de um REFLEXO.

Jesus não usa nossos lábios, são nossos lábios que o usam o tempo todo.
Se Jesus falasse por nossa língua, então uma pequena fagulha de Amor incendiaria o Bosque do Mundo!

Mas a quem chamamos "Jesus", podíamos sinceramente chamar VENTRE!
Ele seria mais autêntico se o nomeassem MAMOM! Se nosso "Deus" fosse sincero, chamar-se-ia Legião, "porque são muitos"! - Nosso "Deus" tem dupla personalidade: Às vezes tem uma paciência de Jó, outras vezes fica tão mal humorado que só não destrói o mundo para não dar trabalho!

Esse "Jesus" já ordenou cruzadas, extorquiu viúvas e orfãos, bandeirou conquistas colonizadoras, massacrou judeus, adestrou indígenas e desalmou negros, queimou "infiéis" e amaldiçoou rivais.
No presente tempo, Ele é só professor de Educação Moral e Cívica, na melhor das hipóteses... No mais, o "Jesus" desse século é o gênio de uma lâmpada mágica que a gente esfrega, esfrega, esfrega até que ele realize nossas vontades e nos dê "só saúde e sorte", além - obviamente - de carros e celulares!
"Ah, Jesus! E não te esqueças da África, hein!"

Por isso, em minha geração, eu só tenho uma oração:
"Jesus, salve-nos do jesus da nossa conveniência!"
Salva-nos do "Jesus" dos púlpitos-balcão, do "Jesus-produto" para consumo imediato, do "Jesus" que autografa as bugigangas dos "vendilhões do templo", que assina as insanas encíclicas e que respalda toda verborragia cristã, o blá-blá-blá-em-nome-de-Jesus!!!

Salva-nos de um "Nome" que não tem qualquer paralelo com a Pessoa que O encarnou.

Se a gente seguisse Jesus (qual?) de Nazaré mesmo...

O filho de Maria e Pai da Eternidade;
O Deus Forte, jovem carpinteiro;
O Princípe da Paz, coroado de espinhos;
O Santo Galileu, o Mestre ajoelhado;
O Todo-Poderoso Filho do Homem;
O Servo Senhor dos Senhores,
O Deus Eterno e crucificado;
O "Deus-Morto" ressuscitado...

Então, o Terra conheceria o gosto do Sal
E como vagalumes, Seus discípulos iluminariam a Noite Espiritual, enquanto vagam pela existência!

Ah! Se a gente seguisse Jesus...

Ao invés de ganhar o mundo, amaríamos o próximo!

Novembro de 2007

Marcelo Quintela

sábado, 20 de outubro de 2007

Caim e Abel foram ao Templo orar





Toda perspectiva de relacionamento com Deus proposta e praticada pelo homem, parte do pressuposto de que é pelo mérito que o homem se achega a Deus.

A diferença entre Caim e Abel reside aí.

Caim representa a tentativa humana de cultuar a Deus pelo mérito do trabalho e da estética; pois, essa era a sua justiça. Assim, ele trouxe da terra os frutos mais belos. Abel, todavia, das primícias do rebanho que cuidava, trouxe sua oferta de declaração de que sem derramamento de sangue inocente não há remissão de pecados.

Em Caim o homem oferece o seu melhor!

Em Abel o melhor que o homem tem a oferecer é a confissão de sua culpa com o rogo de remissão de pecados.

Acontece que inevitavelmente a busca de relação com Deus que tem nas motivações de Caim a sua própria, acaba por gerar comparação, inveja e espírito homicida. Por isso Caim matou seu irmão Abel.

Assim se sabe que toda busca espiritual baseada no mérito, no nível relacional gera competição, disputa, inveja e, por fim, homicídio.

Se o homem acreditar que é pela estética, pela lei, pelos modos exteriores, ou pela força do trabalho que ele agrada a Deus, sempre que ele vir alguém que é agradável a Deus apenas por andar pela fé, imediatamente seu coração ficará possuído pelo espírito de Caim. E o que daí decorre a História da Religião explica muito bem.

Isto porque não há como a Religião [e todas são criação humana] não gerar comparação!

Sim! Como o critério dela é estético [ou seja: visível e aparente] torna-se impossível evitar o espírito de comparação. Comparação entre os devotos de tal espírito [assim, tipo: dentro do mesmo grupo]; e comparação entre e contra os que, mesmo sendo do mesmo espírito de Caim, expressam isto por outras mídias, modos, flâmulas e bandeiras...; ou seja: mediante modo religioso diferente.

Exemplo: Cristianismo versus Islamismo!

Somente a fé conforme Abel, cujo critério é a fé na Graça de Deus, e que opera na confissão da impossibilidade humana de agradar a Deus por si mesmo, é que pode fazer um homem adorar a Deus ao lado de outro homem sem que entre eles se estabeleça o espírito de comparação.

Caim e Abel subiram ao templo para adorar.

Caim dizia: “Graças te dou, ó Deus, porque não sou como Abel e os demais homens; dou o dízimo de tudo o que tiro da terra; e esta é minha justiça”.

Abel, porém, dizia ao derramar o sangue de cordeiro imolado: “Ó Deus! Tem misericórdia de mim pecador!”.

Foi por esta razão que Abel voltou justificado para sua casa, enquanto Caim elaborava a sua morte.

Para pensar e decidir:

Em que espírito você anda? No de Caim ou no de Abel?


Nele, que nos remiu pelo Seu Sangue e por Sua inteira Graça,
Caio
extraido de www.caiofabio.com

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Post especial pra vc amor.

Bom...


...nem sei muito o que dizer de

você amor, eu já disse tanta coisa

nesse sentido, mas queria que você

entendesse que é especial pra mim.

Você mudou a minha vida, alias você

é a minha vida! rs

Bom amor, quero dizer que te amo

de muitas formas..

Mas também como não amar você?

você é doce, linda, sensível..

mas ao mesmo tempo

é determinada, perseverante e forte.

Uma combinação que só mesmo um

Deus perfeito poderia ter criado,

uma mulher tão linda que acabou

roubando meu coração..

...Tamara você é muito mais que uma namorada,

você é minha vida, minha melhor amiga, companheira,

compreensiva, carinhosa, paciente.. que conhece os meus

defeitos mas mesmo assim continua a me amar.

Agradecerei a Deus sempre que você vier em meu

pensamento pois você é meu maior presente!





..EU AMO VC !!